quarta-feira, 26 de agosto de 2020

O SENADO DEFENDE MESMO OS INTERESSES DA REPÚBLICA ?

 O Brasil precisa que o ministro Paulo Guedes esteja 100% focado nos projetos para o país. Uma série de reformas urgem sair do papel.

Daí, o Senado Federal convoca o ministro para dar explicações sobre decisões que ELE, Senado, tomou. Os nobres representantes não conseguem atinar onde foi que erraram, ou, nas palavras do ministro, caso o veto presidencial tivesse caído, parlamentares teriam cometido "um crime contra o país". A casa, que só vê virtudes em suas ações, quer saber onde foi que "fez merda".

O Senado Federal deveria convocar para esses esclarecimentos, ao invés do ministro, o presidente da Câmara dos Deputados. Porque foi lá, na Câmara, que a decisão do Senado foi ESMAGADA por AMPLA MAIORIA. 

Ao consertar a "cagada" dos que deveriam pensar na República, a Câmara recolocou o trem nos trilhos. Então, pensando nos recursos públicos que seriam economizados, o presidente do Senado poderia atravessar o corredor e, numa conversa de dez ou quinze minutos, esclarecer tudo com o presidente da Câmara dos Deputados.

O Brasil agradeceria.



domingo, 21 de junho de 2020

O POVO BRASILEIRO



As MINHAS opiniões são reflexos daquilo que EU penso. 

O povo brasileiro pensa por si próprio e age por si próprio. 

Depois que o PT acabou,  a esquerda não fala mais PELO povo brasileiro. Falou, sim,  por pouquíssimo tempo.  Assim como a direita, num passado remoto,  também  falou  PELO povo brasileiro. 

Hoje, eu não falo EM NOME do povo brasileiro. 

Graças a Deus, a esquerda não fala EM NOME do povo brasileiro.

Graças e graças a Deus, a direita não fala EM NOME do povo brasileiro.

E, talvez o mais importante, NENHUM veículo de comunicação pode "encher a boca" e se arvorar porta voz do povo brasileiro.

Então, graças e mais graças e graças a Deus que o Jornal Nacional NÃO FALA EM NOME DO POVO BRASILEIRO.

Recolha-se à sua insignificância: um apêndice de um veículo DE MERO entretenimento.

É o que EU penso.

quinta-feira, 14 de maio de 2020

No Brasil, o rabo abana o cachorro


Eu não faço questão nenhuma de ver o vídeo da reunião do Bolsonaro com os seus ministros. Como não faço questão nenhuma de ver o vídeo de quaisquer reuniões de trabalho, de equipes de quaisquer empresas. Principalmente as chamadas "brain storms". Isso é coisa pra masoquistas.

No caso da investigação atual, só as passagens envolvendo os dois litigantes devem ser analisadas pelos juízes. Todo o resto só interessa à parte da imprensa, que não vê a hora de acessar o "material", para ter "material" pra suas futricas (em todas as áreas do governo). Combustível suficiente para tentar pôr fogo no circo até o final do ano.

Claro que conseguir derrubar o governo seria um bônus. Renderia um prêmio "M" (de vocês sabem o quê) pra alguma "intrépida" jornalista, ou algum "arrojado e patriótico" jornalista. Daí a sanha com que a mídia investe tanto na tal "transparência". A recompensa poderia ser, desde o retorno de propagandas milionárias até, quem sabe, novas concessões.

Eu vou dar a minha visão sobre o caso: cargos de livre nomeação e exoneração existem nos três níveis -- municipal, estadual e federal. O chefe do executivo nomeia quem quiser, desde que considere a pessoa habilitada para o cargo. E a mantém pelo tempo que achar necessário. Alguns comissionados trabalham tão bem que permanecem, além das trocas do titulares nas chefias.

Todavia, é bastante comum o prefeito, governador ou presidente, usar politicamente esses cargos como "moeda de troca", para harmonizar forças e poder conduzir o seu projeto de governo por um céu de brigadeiro, sem tormentas. 

Daí, ele chega para o nomeado e diz, simplesmente: preciso do seu cargo ! E tchau e bênção ! Acontece o tempo todo, no país inteiro. Ministros são cargos de confiança da presidência. O presidente nomeia e/ou exonera. Se ele chega para um nomeado e diz que "precisa" de tal cargo (que seja de indicação desse nomeado), o nomeado chega para o ocupante do cargo abaixo e diz: preciso do seu cargo ! É assim que funciona.

Não cabe ao comissionado questionar o por quê ? São razões inerentes ao chefe do executivo. Ele, comissionado, pode defender o seu subordinado, explanando sobre suas qualidades; mas, não pode se opor. Sob risco de sair junto com o subordinado, já que ambos são cargos de livre nomeação e exoneração do poder eleito.

Ninguém explicou isso para o juiz que abandonou 22 anos de conceituada carreira no magistrado e resolveu navegar mares nunca dantes navegados (por ele).

Eu acho que esse episódio só pareceu mais estranho por uma razão: o semblante e o jeito sério do Moro contrasta em tudo com o modo "Jânio Quadros" do Bolsonaro, o que deu a falsa impressão de que era o subalterno quem despedia o superior.

Entretanto, não é isso. Eu acho que o Moro meteu o pé pelas mãos. Jogou fora uma excelente oportunidade de servir ao Brasil, em cargos importantes para o país. E, na minha opinião, é o errado nessa história toda.

Caso encerrado !


quarta-feira, 6 de maio de 2020

Pedras na Mão


O cara de São Paulo disse que o objetivo dos bloqueios nas avenidas era irritar e causar incômodo nas pessoas... Conseguiu ! A operação foi um sucesso: não teve um que não tivesse a vontade de dar um murro na cara do sujeito.

Então, por que os bloqueios foram cancelados ?  Simples: porque essa foi mais uma medida "bem intencionada", assim como tem sido "bem intencionada" a comunicação dos governos, em toda essa pandemia.

Eu explico; mas, antes, uma pergunta: não é ÓTIMO quando o mundo real bate de frente com o setor público, jogando nele um balde de água fria ?

Há muito tempo que o setor público, NO BRASIL, descolou-se da realidade. Foi aos poucos, lá atrás, conquistando a simpatia de todos, com pequenos agrados a "gente concursada", estudada, a "nata" da sociedade. À medida que esses pequenos burgueses iam se graduando, mais distantes do chão iam ficando.

Os que comandavam os poderes (executivo, legislativo e judiciário) começaram a fundir entendimentos, definições, ambições pessoais... Derramaram esse "caldo" sobre as esferas (municipal, estadual e federal), desaparelhando gradualmente suas próprias bases, desestimulando os elos diretos com a sociedade (para que se quebrassem), desagradando sua própria gente.

Forçou uma metamorfose na imagem popular para que julgassem o "todo" (maioria de servidores) pela parte (cúpula mandatária). Deixou claro, então, que seu lema mudara do "servir ao povo" para o "servir-se do povo". Os setores de decisão deixaram de ser "prestadores de serviços" e viraram "prestadores de favores" -- não qualquer um; nem para qualquer um; nem à toa.

Hoje, décadas e décadas de separação crescente, enxergamos só o poder executivo. O legislativo tá na neblina e o judiciário saiu da estratosfera. Por isso o setor público, aos nossos olhos, é um mundo nebuloso. Seus líderes acreditam que são superiores ao povo do mundo cinzento. Só que o "mundo cinzento" é o mundo real, que sustenta tudo isso.

Isso explica muita coisa no Brasil. É por isso que o mundo fantástico tem tantas dificuldades para ajudar o mundo cinzento: neste, a fantasia não se aplica.

Bom, já vimos que "boa intenção" não basta; é preciso competência ! De "boa intenção" é o calçamento da estrada que conduz ao inferno -- já diz o ditado. Muitos energúmenos, no intuito de proteção ao ambiente, geram o caos no mundo com sua ações "jeniais".

Esses "jênios" estão por todos os cantos: alguns, nos ministérios; outros, nas diversas secretarias federais, estaduais e municipais; uns, em todos os tipos de entidades (muitas, das quais, nem sabemos da existência, ou para que servem); outros, à frente de prefeituras e estados.

Vamos trocar esses iluminados à lamparina, em nível municipal, por iluminados mais modernos, a partir desta próxima eleição.

Essa foi uma pedra. Vamos à outra... (na próxima postagem).




domingo, 3 de maio de 2020

Pedras de Gelo 3


Maio traz expectativas mil.

Especulações da mídia com as afirmações de Moro, sobre as supostas mentiras de Bolsonaro; com as afirmações de Bolsonaro, sobre as supostas mentiras de Moro. E a nossa suspeita no ar de que ambos dizem a verdade.

Isso vai dar em nada. O sistema de governo brasileiro é o presidencialismo, não o parlamentarismo. Não existem, no Brasil, um presidente e um primeiro-ministro. A constituição tampouco tolera um presidencialismo "de parzinho", onde haveria mais de um presidente mandando.

Moro foi fiel à sua biografia e Bolsonaro à do cargo. Ambos estão certos e esse episódio tem que ficar para trás, sob pena de, aí sim, riscar imagens construídas pelo tempo.

Qualquer outra coisa é ganho da mídia que, outro dia, tentou, criminosamente, imbuir em nós a tendência de torcida para um dos lados. Apresentou como "prova" uma conversinha por "zap" com pessoa totalmente fora do contexto.

Ora ! Se o fiel conversa diretamente com o Papa, sobre segredos da igreja, por que diabos, aceitaria insinuações de quaisquer coroinhas ou padres, que insinuassem ter o poder de "persuasão" sobre o alto pontífice para favorecê-lo ?

Ele, obviamente, rechaçaria tais insinuações "de pronto!" e se mostraria evidentemente indignado, claro ! Alguns assuntos não admitem intermediários. Portanto, aquilo NÃO PROVA coisa alguma. Só a deselegância do ex-funcionário e a secreção venenosa na boca da comunicação.

No próximo texto falarei sobre a pandemia e o combate "à brasileira".


segunda-feira, 13 de abril de 2020

Pedras de Gelo 2



Toda unanimidade é burra ! -- ensinava Nelson Rodrigues.

Claro que eu não concordo com ele (porque, senão, haveria unanimidade e isso seria uma burrice). Entretanto, toda regra tem sua exceção (inclusive esta).

O Mandetta havia se tornado uma unanimidade nacional. Ao ponto de fazer, com seu profissionalismo e racionalidade, os eleitores do Bolsonaro se voltarem contra ele. Porque (lá vem outro dito popular): à mulher de César não basta ser honesta; tem que parecer honesta. Mandetta provou competência; Bolsonaro, estranhamente, nadou contra a correnteza, contra o bom senso comum. Começou, inexplicavelmente, a portar-se como o Cavaleiro da Triste Figura (Dom Quixote), sem ter ao seu lado um leal Sancho Pança.

Seus apoiadores ficam incomodados porque ele não os ajuda com essa insistência em ignorar os fatos. Estão vendo os números alarmantes no mundo todo (até nos Estados Unidos que, esses apoiadores, entendem ser um mundo à parte). No Brasil não é diferente. Então, por que o presidente age como um "Tonho da Lua" ?

Evidente que entre a ciência do ministro e o ocultismo do presidente, a maioria da população ficou com o ministro.

Porém (...♫♫♪ ai, porém...♪♪♫ -- Paulinho da Viola)

Dias e mais dias e mais dias e mais dias de isolamento, assistindo esse Fla-Flu interminável: cloroquina x isolamento, cloroquina x isolamento, cloroquina x isolamento... O saco encheu, mais de 1200 pessoas morreram, tem mais de 22 mil infectados e a coisa, ao que parece, vai piorar.

No início, Jair Bolsonaro tratou o caso como "gripezinha" e disse que, no ano passado, 800 pessoas tinham morrido de H1N1; com o Coronavírus não chegaria a esse número. Já são mais de 1200 mortes. Reclamou do comércio fechado, reclamou do isolamento, reclamou do alarde da imprensa...

E caso inédito no mundo: dado que no Brasil, na prática, não existe mais oposição, começou opor-se a si mesmo. Trucou publicamente o seu próprio governo, na figura de seus principais ministros. Contestou acintosamente tudo o que o SEU ministério recomendou à população brasileira. Vociferou contra governadores e prefeitos...

Enfim, pra encerrar: desde o primeiro espirro, sempre foi estranho o comportamento do presidente. Agora, parece-me estranho, também, o comportamento do ministro da saúde (a quem eu presto solidariedade). Acho que ele será, sim, substituído (o Dória deve "tá doido" pra isso acontecer). Afinal (aguenta mais esse): "tanto vai o jarro à fonte, que um dia quebra".

De tanto o Bolsonaro agir como maluco acreditamos que ele é maluco; mas, de tanto "engolir" esses "sapos ensandecidos", achamos que o Mandetta terá uma congestão múltipla desnecessária. Se um não concorda com as atitudes do outro, como fazem questão de escancarar (com fineza/grossura), excluam-se ! Ou demite (presidente), ou, demita-se (ministro). Falem e pratiquem a mesma coisa, para a união do país, ou, esse racha matará mais que o Covid-19.

Outra equipe virá e outros rumos serão tomados. O grande risco não é o vírus, é a nossa falta de eficácia.

Fica claríssimo que o sistema de saúde nunca teve leitos, respiradores, equipes de UTI's... NADA ! Sempre foi uma fachada bonitinha para casos não complexos (UBS's, Policlínicas, UPA's, Hospitais de Urgências, etc.). Um comprimidinho aqui, uma injeçãozinha acolá e volta pra casa. Para a maioria isso é o suficiente e somos gratos. Que fique bem entendido. Todavia, complicou um pouquinho, qualquer um com problemas respiratórios, morre. Falou que é pulmão, vixi ! Morreu. Agora, o país inteiro sabe porquê.

Lembrei dos "Cingapura" do Maluf: um "predinho", para poucas famílias, na avenida, escondendo a enorme favela por detrás.

Eu só espero que, quando tudo isso passar (e vai passar, independente de sob qual ministério), todo esse aparato NÃO SEJA DESCARTADO e SUCATEADO. Ao contrário, quero que passe, doravante, a servir ao povo brasileiro que PAGA POR ISSO, há séculos.

Por ora, continuamos à mercê do vírus e das nossas próprias patacoadas bem intencionadas. Então, restrinja as suas saídas ao mínimo necessário -- maldita situação na qual muitos, que estão "de boa", impõem a você o que ELES entendem por "necessário" --  e que Deus esteja com todos nós.



sábado, 11 de abril de 2020

Quarentena 2


Trancafiado em casa, bombardeado com tanta "informação", de tanta gente preocupada com o meu bem estar, lembrei-me de uma música do "Raíces de América" que foi vice-campeã no Festival Shell de MPB (1982). Ela diz: "... o interesse fabricou carimbos, o ódio à toa levantou paredes, a baioneta desenhou fronteiras e a estupidez nos separou em bandeiras..."

A China isolou Wuhan; depois, fechou suas fronteiras. A Itália isolou a Lombardia; a Espanha fechou-se... Pedras de um dominó planetário, caindo umas após as outras, desprezando convenções, ignorando montanhas, serras e mares. Um vilão invisível, intercontinental, inter-racial, alheio aos status quo.

Para lembrar-nos o óbvio: somos uma coisa só, estamos todos unidos, de alguma forma, à Natureza. E como já dizia aquele sábio líder indígena: "tudo o que se fizer à terra recairá sobre os filhos da terra". Somos as microcélulas de um universo pulsante, vivo. Nós somos os anticorpos do organismo universal, por isso raciocinamos: para criar defesas e protegermos a vida, em todas as suas formas.

Isso é uma dádiva ! Uma bênção pela qual devemos ter gratidão. A vida na Terra nos vê como amigos e protetores; não como covardes. Agir contra ela, por interesses mesquinhos, é a maior covardia do ser humano.

Sempre que nós mesmos nos tornarmos uma ameaça caberá ao cosmos manifestar sintomas, agredindo-nos, chacoalhando-nos, despertando-nos. Incitando-nos a avançar, evoluir...

A opção "falhar" não existe.

Nossos espíritos irmanados singrarão essa tormenta; nossas mentes e corações aportarão em porto seguro, ainda mais saudáveis...

É um começo.

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Pedras de Gelo

Como eu vejo algumas coisas:

1) - Quarentena, se depender da Globo, são QUARENTA ANOS ! De medo, pânico e paranoia. Ao contrário de TODO o comércio e indústria, ela cresce com todo mundo trancafiado em casa;

2) - O país já entendeu que o presidente não reza a cartilha da OMS. O Jornal Nacional já conseguiu isolá-lo (vendê-lo como maluco será um pouco mais difícil), pode começar a dedicar seu precioso tempo reforçando as AÇÕES DO GOVERNO, que estão nas mãos de competentes ministros. Chega de nos "encher o saco" com as bravatas presidenciais, porque o que ele diz não é o que os ministros fazem e ele, presidente, não os impede de fazer;

3) - Todo mundo tá obtendo dividendos políticos "criando" leitos. Entretanto, ninguém diz que são só isso: LEITOS. Como se os infectados precisassem de lugar para descansar. Pouquíssimos estão equipados com respiradores (o essencial). O resto é balela, os pacientes são orientados a se tratar em casa, devidamente isolados, por um período "x", com medicamentos normais para criar anticorpos;

4) - Com esse isolamento domiciliar é natural que os consumos de energia elétrica e de água subam. Eu não vi, nem ouvi, quaisquer declarações das respectivas companhias, no sentido de que irão manter as médias de consumo dos meses anteriores ao aparecimento da doença. Eu não quero facilidades de prazo: EU NÃO QUERO É AUMENTO DE VALOR. Assim como, eu acredito, o comércio que FOI OBRIGADO A FECHAR, não queria ser agraciado com EMPRÉSTIMOS.

Depois tem mais.